Saúde: estudo aponta que a Bahia perdeu 592 leitos
Um levantamento realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra que o problema com leitos não se resume à área de obstetrícia e ao setor privado. Segundo a pesquisa, realizada com base em dados do CNES, na Bahia, nos últimos três anos, houve uma redução de 592 leitos – de todas as especialidades – na rede pública. Hoje a rede pública da Bahia conta com 39.035 leitos, segundo o CNES. Por meio da assessoria de comunicação, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por outro lado, informou que houve um acréscimo de 1.400 leitos neste mesmo período. O coordenador da Comissão de Comunicação do Cremeb, Otávio Marambaia, diz que os números do levantamento refletem a falta de investimentos na saúde. “O governo passa a ideia de que o país não há médicos, quando o problema é a falta de infraestrutura e condições de trabalho”, ressaltou ele. Déficit De acordo com levantamento realizado pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), a rede pública de saúde no estado possui um déficit de 108 leitos de UTI. O promotor de Justiça Rogério Queiroz, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde (Cesau) do MP-BA, revela que, devido ao déficit, o órgão estadual entrou com uma ação contra o estado. “Foi aberto um edital de chamamento público para que mais leitos fossem disponibilizados para o setor público. Mas a iniciativa privada não quer vender o serviço pelo dinheiro que o estado paga”, afirmou. A Sesab informou, ainda, que o número de leitos de UTI neonatal estão aumentando gradativamente, sem especificar a quantidade
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