quarta-feira, novembro 20, 2013

Corinthians vai voltar as origens em 2014. Cansou de bancar o novo rico. Deixará as estrelas internacionais de lado. Roberto Carlos, Adriano e Pato mostraram que é o pior caminho


                     

A memória de alguns é turva.


Mas a de quem controla milhões de reais não pode ser.


Ronaldo será tema do Carnaval da Gaviões da Fiel.


Sua passagem foi marcante pelo Corinthians.


Internacionalizou o clube, trouxe manchetes no mundo todo.


Mas poucos querem se lembrar de 2011.


Ele estava gordo, com dores horríveis nos joelhos.


Mal podia se mexer.


Em 2010, ano do centenário já havia pedido desculpas à torcida.


Nada fez de produtivo em campo.


Não tinha forças.


Chegou em um momento de raiva enfrentar a torcida.


Após uma derrota contra o Paulista de Jundiaí.


Estava sendo vaiado e xingado de 'gordo'.


Mostrou o dedo do meio aos corintianos.


Sem constrangimento...


                   


Depois pediu outra vez desculpas.


Nos bastidores teve outra atitude infeliz.


Recomendou, insistiu, pela contratação de Roberto Carlos.


O lateral esquerdo chegou no final de sua carreira.


Não tinha forças para atacar e defender.


Ou fazia uma coisa ou outra.


Não contente pela péssima recomendação, Ronaldo fez mais.


Deu sua palavra que valeria a contratação de Adriano.


Ele iria se regenerar no Parque São Jorge.


Já atingido pelo alcoolismo, o atacante sucumbiu.


Nada fez de útil.


Rompeu o tendão, engordou.


E ainda se negou a se pesar diante do grupo.


Tite não teve piedade e o mandou embora do Parque São Jorge.


Depois, o time viveu a euforia.


Foi campeão mundial.


Mas por influência da patrocinadora Nike, outra ideia genial.


A contratação de Alexandre Pato.


O atacante, também patrocinado pela multinacional, sairia do Milan.


Estava mais fácil do que tomar multa na 23 de Maio.


E o Corinthians gastou R$ 43 milhões por 60% de seus direitos.


Chegou ganhando R$ 500 mil.


Tite teve de ceder a uma pressão absurda da mídia para escalá-lo.


E também os dirigentes queriam vê-lo em campo.


Foi um caos para o time.


Em péssimo momento técnico, Pato nada acrescentou.


Para piorar, ainda quis brincar na última chance real de Libertadores.


E quis dar uma cavadinha contra Dida.


Fez o Corinthians perder a decisão de pênaltis contra o Grêmio.


A diretoria decidiu.


A filosofia vai acabar em 2014.


Acabou essa história de buscar estrelas.


Chega de tentar agradar patrocinadora.


Buscar espaço na mídia do Exterior.


Na lista de reforços, o clube vai investir em jogadores com potencial.


Não ficará dependente de estrelas decadentes, em final de carreira.


Ou outras em péssima fase, que busque o clube apenas como trampolim.


O maior exemplo para Mario Gobbi está no elenco campeão do mundo.


Paulinho era o único jogador da Seleção Brasileira.


E que chegou ao clube como uma promessa.


2014 será um ano sem a grande fonte de receitas.


O clube não teve capacidade de se classificar para a Libertadores.


Não há como assegurar um ano com tantas receitas como em 2012.


2013 também não foi mal.


Agora, 2014 será de pés no chão.


Mariano, Marcelo, Everton são jogadores que interessam.


Mas o clube não pretende fazer grande investimento para contratá-los.


O mesmo vale para Elias.


O jogador que está emprestado no Flamengo é acessível.


Ainda é viável.


Tem história e amor pelo clube.


                     


Empresários circulam pela América do Sul buscando ofertas.


Embora indo embora, Tite deixou algumas indicações.


Os dirigentes não confirmam, mas Carlos Leite já busca promessas.


O perfil do novo time que Mano deverá comandar está definido.


Será de atletas bem mais jovens do que o atual.


Promessas com vontade de se firmar no cenário nacional.


Gobbi vai parar com a história de 'estrelas'.


As decepções com Roberto Carlos, Adriano e Pato marcaram.


Mano será obrigado a ter muito mais cuidado com a base.


A perda de Marquinhos, zagueiro da Seleção, serve como exemplo.


Os dirigentes levaram em consideração este defeito de Tite.


O de não gostar de apostar em garotos da base.


Depois da eliminação da Libertadores, ele até que tentou.


Mas já era tarde demais.


Sua imagem de treinador de jogadores já formados está estabelecida.


A direção acredita que sem estrelas é muito mais fácil montar times competitivos.


Até mesmo, a eminência parda, Andrés Sanchez está de acordo.


Ele que um dia tentou Kaká e Luís Fabiano, desistiu.


Pato está sendo uma experiência muito ruim.


Um jogador que não se adaptou à filosofia corintiana.


Ele até que tentou se entrosar com os companheiros.


Mas mostrou que seu ego estava acima do time.


Sua decepção com o final do relacionamento com Barbara Berlusconi foi um aviso.


Sabia que não tinha como voltar mais ao Milan.


E depois ao perceber a porta fechada da Seleção, entrou em parafuso.


Daí a cavadinha contra o Grêmio.


Ainda que tardia, a mudança de postura da direção é significativa.


Um progresso.


Entendeu que o provincianismo não leva a nada.


A maior estrela do Corinthians nunca esteve no gramado.


E sim nas arquibancadas.


A receita é simples.


E que deu certo nos últimos 103 anos.


Bastar ter um time competitivo, organizado, moderno taticamente.


Solidário, guerreiro, com jogadores querendo vencer.


Que não precise carregar nenhum famoso nas costas.


A diretoria vai abandonar a síndrome do novo rico.


E deixe de comprar jogador para aparecer na capa de Caras.


Ainda mais tendo em 2014 o Itaquerão como arma.


A torcida faz o resto.


Ou o time não foi campeão do mundo assim há um ano?


E só sofreu quando quis bancar o novo rico...

                      

                     

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